Palavra-chave ‘Josias Gomes’

JOSIAS E FÁTIMA NUNES

A parceria firmada entre o candidato a deputado federal Josias Gomes e a deputada estadual Fátima Nunes, que disputa a reeleição, os dois do PT, deverá render bons frutos para ambos. Aliás, os casamentos só dão certo quando são bons para as duas partes.

No enlace em questão, Josias tem apresentado Fátima como sua candidata em diversas regiões da Bahia, nas diversas reuniões, caminhadas e plenárias que realiza, num ritmo alucinante. Em contrapartida, a deputada, cuja principal base está na região nordeste do estado, tem potencial para descolar uns 30 mil votos para o parceiro.

Sem dúvida, uma aliança de ouro.

GERALDO NO SUL E JOSIAS NO SUDOESTE

A deputada estadual Ângela Sousa fechou dobradinha com o federal Geraldo Simões. Mas só no sul da Bahia.

Em Itapetinga, a intervenção de Ângela foi importante para selar o apoio do fazendeiro Alfredo Cabral, vereador mais votado em 2008, ao candidato Josias Gomes.

Como se sabe, Geraldo Simões e Josias – embora sejam do mesmo partido, o PT – não têm convivência muito fraterna. Ângela, com a reconhecida vocação para o equilibrismo, consegue a proeza de estar com os dois ao mesmo tempo.

CORPO-A-CORPO

Candidato a deputado federal pelo PT, Josias Gomes encontrou-se casualmente hoje com o desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia.

O magistrado foi logo falando: acabei de  vê-lo no programa eleitoral e comentei que você está eleito. Rápido, o petista não perdeu tempo: “Se eu contar com o voto de Vossa Excelência, ficarei ainda mais certo da vitória”.

Dultra Cintra não garantiu o voto, mas Josias sabe que quem pede fica no máximo no zero a zero. Não perde nada.

NOVO AEROPORTO

Em sem microblog no Twitter e na página que mantém na internet, o ex-deputado federal Josias Gomes, do PT, trouxe à tona a vexatória situação do aeroporto Jorge Amado, de Ilhéus. Impossibilitado de operar por instrumentos, o terminal se tornou capenga e a quantidade de voos cancelados e aviões que não conseguem pousar é imensa.

Diante do sério risco de que as companhias aéreas acabem deixando de operar no Jorge Amado, Gomes diz que é urgente a construção do novo aeroporto, projetado para a zona norte de Ilhéus.

Enquanto o projeto não sai do papel, os passageiros e tripulantes continuarão passando apuros nos voos para a Terra da Gabriela.

REJEITOU A MARGARINA

O episódio relatado na coluna Tempo Presente (A Tarde) e reproduzido aqui no Pimenta, sobre a reprimenda que, em 1990, o petista Josias Gomes deu no então candidato a governador pelo PT, José Sérgio Gabrielli, fez este blogueiro relembrar um caso comentado nos bastidores políticos de Ilhéus.

Numa das últimas eleições para prefeito, o então petista Ruy Cavalho, médico sem papas na língua e não muito afeito a rapapés, era candidato. Certo dia, fazia corpo-a-corpo na periferia da cidade, quando adentrou em uma dessas tradicionais bodegas.

Ruy pediu uma média com pão com manteiga e o senhor do balcão respondeu-lhe que não havia manteiga, apenas margarina. O petista entortou o nariz e cancelou o pedido, dizendo: “eu não como margarina”. A resposta veio assim como um balde de gelo.

O dono da bodega perdeu a graça. E Ruy, para todo o sempre, perdeu aquele voto.

ENGULA, SUJEITO!

Da coluna Tempo Presente, d´A Tarde

1990. José Sérgio Gabrielli, hoje presidente da Petrobras, candidato a governador pelo PT, chega a Santa Luzia, ao lado de Josias Gomes e outros petistas. Campanha paupérrima. Até o carro de som pediram emprestado a Jabes Ribeiro, prefeito de Ilhéus.

Os aliados também eram uns poucos gatos pingados. Um deles, Jonas Ferreira, operário aposentado, recebeu a ilustre comitiva em casa oferecendo o melhor que tinha, licor de cacau. Gabrielli refugou, resmungando: – Eu não bebo licor.

Josias pisou-lhe o pé, cara de reprimenda, e soltou o sussurro sisudo: – Engula…

Gabrielli engoliu fazendo força para esconder que não gostou, na saída protestou: – Mas eu não bebo…

– Vai ter que beber. Na nossa política é assim,Gabrielli.Temos que comer do que não gostamos e beber do que não queremos. Ou come e bebe ou o voto não sai.

Gabrielli bebeu o resto da campanha. Mas nunca mais disputou majoritárias.

ENTROU NA ONDA

O petista Josias Gomes está empolgado com o sucesso de sua página no Twitter. Em menos de três semanas com o seu microblog, ele já se aproxima de 1.700 seguidores e confessa estar ficando viciado nas postagens de 140 caracteres. “Twittando”, JG naturalmente tece loas aos governos Lula e Wagner e desce o malho sem pena no tucano José Serra.

E a política, da direita à esquerda, vai ocupando cada vez mais espaço no mundo virtual.

PLENÁRIA EM ILHÉUS

Josias se atrasou e Jonas Paulo abriu os trabalhos

O pré-candidato a deputado federal pelo PT, Josias Gomes, realizou neste sábado, 19, mais uma de suas plenárias. Ao lado da deputada estadual Fátima Nunes, do mesmo partido e candidata à reeleição, Josias se apresentou aos eleitores ilheenses. Houve participação do presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, além do pré-candidato ao Senado Walter Pinheiro.

Josias e Fátima Nunes chegaram bem atrasados ao evento, em virtude de problemas com um voo que saiu de Senhor do Bomfim, norte do Estado. Por isso, os pronunciamentos tiveram que ser iniciados antes da aparição dos personagens principais, a fim de não dispersar o público.

Os pré-candidatos a vice-governador, Otto Alencar, e a senadora, Lídice da Mata, eram esperados, mas não puderam comparecer em virtude de compromissos na capital.

REUNIÃO DE “MAJORITÁRIOS” EM ILHÉUS

Quase toda a chapa majoritária de Jaques Wagner estará em Ilhéus neste sábado, prestigiando uma das plenárias do pré-candidato a deputado federal Josias Gomes (PT). O encontro político, no Clube Social, terá as presenças do “pré-vice”  Otto Alencar (PP)  dos pré-candidatos ao Senado, Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT).

Também deverão comparecer o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, coordenador da campanha petista, e a deputada estadual Fátima Nunes.

PT “FATIA” APOIOS EM ILHÉUS

As várias tendências do PT ilheense praticamente definiram os seus candidatos à Assembleia Legislativa em 2010. Os candidatos “agraciados” são de dentro e de fora da legenda.

Veja, por exemplo, o caso do grupo do secretário de Planejamento, Alisson Mendonça. Seguindo orientação do líder, Geraldo Simões, Alisson puxará o grupo dos que vão batalhar pela reeleição de Ângela Sousa, que é do PSC.

Na outra ponta, o grupo de Ednei Mendonça, da Direc 6, descarregará votos em Fátima Nunes, seguindo orientação do coroné Josias Gomes.

Uma terceira ala, esta ligada a Geraldo Simões mas que resistia a apoiar Ângela Sousa, fechou questão e marchará com Rosemberg Pinto, que disputa uma das 63 vagas na Assembleia Legislativa baiana pelo PT.

Esta ala é ‘puxada’ pelo presidente da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial da Bahia (Sudic), Nilton Cruz. Um grupo de 200 petistas fechou apoio a Rosemberg no último final de semana.

JW DIZ QUE CAETANO E JOSIAS FORAM INJUSTIÇADOS

Cerca de 1.500 aliados do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) se reuniram na noite desta sexta-feira, 11, em uma festa que comemorou o arquivamento do processo que era movido contra o petista, a partir das investigações da Operação Navalha. A ação da Polícia Federal, deflagrada em maio de 2007 para apurar desvios de recursos federais por meio de fraudes em licitações, levou quase 50 pessoas à prisão. Entre elas, o prefeito de Camaçari.

Há poucos dias, Caetano foi considerado inocente pelo Tribunal de Justiça da Bahia, por isso a festa, que teve a participação do governador Jaques Wagner.

Em discurso, Wagner afirmou que o correligionário foi vítima de injustiça. Outro que estava presente, o ex-deputado federal Josias Gomes, também foi ”absolvido” pelo governador. Josias se envolveu no chamado “escândalo do mensalão”, em 2005, e esteve próximo de renunciar ao mandato. Segundo Wagner, ele foi “estigmatizado”.

Às 13h36minComo bem lembra o “Observador”, o ex-deputado não renunciou ao mandato. Foi absolvido pelo plenário, assunto do qual já tratamos aqui em outras postagens. Anteriormente, havíamos publicado nesta nota que o deputado renunciou. Erramos.

CARTÃO VERDE

Quem estava numa felicidade só nesta manhã de segunda-feira era o ex-deputado federal Josias Gomes. Ele veio para Ilhéus no mesmo voo de Walter Pinheiro, também acompanhado pela deputada estadual Fátima Nunes (PT). Motivo de tanta alegria: o resultado das articulações para completar a chapa majoritária que será liderada pelo governador Jaques Wagner.

A despeito de vozes contrárias, Josias foi reconhecido como um dos principais estrategistas a favor de Pinheiro. Logo cedo, em seu programa na rádio Tudo FM, o comunicador Raimundo Varela sacou um cartão verde para o ex-deputado, que chegou a Ilhéus sorrindo “de orelha a orelha”.

PRIMEIRO DESTINO: ILHÉUS

A primeira viagem do pré-candidato a senador pelo PT, Walter Pinheiro, será para o sul da Bahia. Mais precisamente, para Ilhéus.

Pinheiro estará nesta segunda-feira, 31, a partir das 9 horas, no evento que comemora o Dia da Agricultura Familiar. Será na Praça Dom Eduardo, onde ficam o bar Vesúvio e a Catedral de São Sebastião.

Colado no “senador”, virá o pré-candidato a deputado federal, também pelo PT, Josias Gomes.

A DIVISÃO NO PT

As divergências em torno da indicação do candidato ao senado – se Waldir Pires ou Walter Pinheiro – já dá lugar a ataques abaixo da linha da cintura entre petistas. O lado que defende o ex-governador, antevendo a derrota, passou a espernear feio.

Ontem (dia 26), Rosembergue Pinto (pró-Waldir) disparou contra o ex-deputado federal Josias Gomes, o principal articulador da indicação de Pinheiro. Adjetivos como oportunista e desleal foram utilizados. Gomes disse que não responderia à provocação, mas reafirmou que, “apesar das incontestáveis qualidades de Waldir,  Pinheiro é  o melhor nome para o atual momento”.

Os defensores do ex-governador também passaram a dizer que Waldir está sendo tratado pelo PT da mesma forma que era pelo carlismo. Traduzindo: é como se afirmassem que os aliados de Pinheiro fulminam a postulância de Waldir com inspiração nos métodos do velho cacique do PFL.

Para um petista, tal acusação é o mesmo que xingar a mãe.

JOSIAS CONQUISTA ESPAÇO

Em incursões cada vez mais frequentes pelo interior da Bahia, Josias Gomes (PT) percebe receptividade cada vez mais calorosa à sua pré-candidatura a deputado federal. Somente no último fim de semana, o petista ampliou a quilometragem peregrinando pelas regiões norte, nordeste e no piemonte da Chapada Diamantina.

O pré-candidato esteve em Inhambupe, Araci, Ponto Novo, Filadélfia, Adustina e ainda participou da plenária realizada pela deputada estadual Fátima Nunes em Ribeira do Pombal.

As viagens se repetem a cada fim de semana e o reflexo já se nota em pesquisas de consumo interno, que indicam o futuro retorno do petista à Câmara Federal.

JOSIAS TRABALHA PELA INDICAÇÃO DE PINHEIRO

O ex-deputado Josias Gomes trabalha com afinco pela indicação do deputado federal Walter Pinheiro para a vaga remanescente de candidato a senador na coligação de Jaques Wagner. Neste sábado (15), logo após ter sido homologada a resolução definindo a realização de um encontro nos próximos 15 dias para a escolha do candidato, Josias coordenou uma reunião com apoiadores de Pinheiro, oriundos de todas as tendências do PT, para reforçar a indicação.

O deputado e ex-secretário de Planejamento do Estado disputa a vaga com o ex-governador Waldir Pires, que conta com a simpatia de parte da militância. O nome de Pinheiro, no entanto, está mais consolidado e tem defensores de peso, a exemplo do próprio governador Jaques Wagner.

Waldir não gostou da fórmula escolhida pelo partido para definir a candidatura ao Senado, pois desejava a realização de prévias. A opção foi combatida nos bastidores pelo governador.

VISITA EM CLIMA DE CAMPANHA

Otto, ao lado de Luiz Caetano e Josias (Camaçari Fatos e Fotos)

A visita do pré-candidato a vice-governador da Bahia, Otto Alencar (PP), nesta terça-feira, 13, a Camaçari, teve toda a pinta de campanha. Os membros mais animados da comitiva, aliás, dizem que  pode se considerar que  a corrida sucessória começou ontem na terra do Polo Petroquímico.

Acompanhado de diversos políticos, como o prefeito Luiz Caetano (que será o coordenador da campanha de Wagner à reeleição), Jonas Paulo (presidente da executiva estadual do PT) e o ex-deputado federal Josias Gomes, Otto visitou lideranças locais, deu entrevista em rádio, pintou e bordou.

O pré-candidato afirmou que tem uma relação afetiva com Camaçari. “Quando eu conheci, isso aqui era um canteiro de obras. Camaçari evoluiu muito”, declarou.

EX-PRESIDENTE DO PT DIZ QUE “RAÇA DO DEM” ESTÁ ACABANDO

O ex-presidente do PT baiano, Josias Gomes, concedeu entrevista ao Pimenta e analisou os últimos acontecimentos da política estadual e a tentativa de aproximação entre o governador Jaques Wagner e carlistas, como o senador César Borges e o deputado federal Fernando de Fabinho.

Defensor da política de alianças engendrada por Wagner, Josias provoca o partido de ACM Neto e Paulo Souto. “A raça do DEM está acabando”.

Clique AQUI e confira a íntegra da entrevista.

JOSIAS GOMES: “A RAÇA DO DEM ESTÁ ACABANDO”

.

O ex-deputado federal e ex-presidente do PT na Bahia, Josias Gomes, está com o pé na estrada para voltar à Câmara dos Deputados. Passou recentemente alguns dias em Itabuna, segundo ele para manter contatos com grupos que o apoiam nesta cidade e em outras da região sul da Bahia.

Numa entrevista ao Pimenta, o político abordou de maneira positiva a aproximação entre o governador Jaques Wagner e forças que fizeram parte do núcleo duro do antigo carlismo, a exemplo do senador César Borges. Para o ex-deputado, a ampliação da base é necessária para consolidar o processo de mudança no comando do Estado. No entanto, ele afirma que o modelo da gestão não será alterado pelas novas composições.

Josias também relembrou o episódio do mensalão que, segundo ele, não passou de uma tentativa da oposição e da “imprensa golpista” de interromper o mandato do presidente Lula. Embora elogie o chamego de Wagner com os legatários do carlismo, o ex-deputado não perdoa o DEM, ao lembrar que o ex-presidente do PFL (antiga sigla do partido), Jorge Bornhausen, vaticinou o fim da “raça” do PT. “Felizmente, a raça que está acabando é a dele e não a nossa”, contra-atacou o petista.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

O que você pensa a respeito da costura política que vem sendo realizada pelo governador Wagner? O grupo não está muito permeável aos antigos carlistas?

Com relação às críticas dos petistas a essa “aproximação ao carlismo”, eu vejo com naturalidade. Não fosse assim não seríamos esse partido com uma multiplicidade de correntes e pensamentos, que torna o PT especial. Agora, tem mais gente de fora do PT que não está compreendendo o momento político que a Bahia vive, que é de transição. E essa transição o governador Jaques Wagner conduz de forma ímpar, reerguendo valores democráticos importantíssimos e ampliando o espaço da cidadania. Ao mesmo tempo, sabe-se que nós temos a necessidade de aumentar o espaço do PT junto com os aliados na política estadual para que o processo se conclua com o nosso partido sendo o grande timoneiro desse momento político rico que nós estamos vivendo. Se por um lado os petistas fazem a crítica, correta ou não, por outro a preocupação de alguns está no fato de que a ampliação implica na possibilidade concreta de ganharmos as eleições. E isso incomoda muita gente.

É fácil explicar essas novas opções de Wagner para o eleitorado?

Não se trata de uma mudança de rumo estratégico do PT em relação ao eleitorado cativo e tradicional do PT. Nossas políticas públicas voltadas para o atendimento da maioria do povo baiano vão continuar existindo. Nós continuaremos sendo um partido de esquerda, socialista. O que estamos buscando, se ocorrer a vinda do senador César Borges, é a ampliação do nosso raio de ação política no Estado, o que difere radicalmente da visão de que nós estamos nos misturando ao carlismo. São os políticos egressos dessa corrente que já enxergam no PT uma nova forma de se fazer política e estão vindo pra cá. Eles terão que ser bem-vindos, a exemplo do que Lula fez no País quando, precisando ampliar sua base de sustentação no Congresso, buscou apoio em setores que antes não seguiam conosco. Nem por isso nós deixamos de fazer as mudanças estruturais no País e de nos mantermos como o partido de esquerda e socialista que somos.

__________

“Ao destroçar o núcleo hegemônico do carlismo, só quem ganha é o PT, que tem massa crítica, organização social e é um partido do tamanho da Bahia e da grandeza do povo baiano”

__________

Mas há alguns anos esse cenário que está sendo traçado na Bahia seria inimaginável.

Essa é uma situação normal na política de um Estado onde há quarenta anos foi criado um modo próprio de agir na política e pouco espaço restou. Agora, as pessoas precisam entender que nós estamos nisso por mérito do nosso partido. Não devemos favor a quem quer que seja do carlismo por ter chegado aonde chegamos. Foi por mérito, porque fizemos e temos uma militância aguerrida, movimento social e sindical conosco e esses companheiros e companheiras de todo o Estado é que nos tornaram esse partido líder, que está promovendo transformações das mais importantes, seja no campo da educação, da saúde, seja na remontagem da infraestrutura do Estado, como também operando em alta na política baiana. Ao destroçar o núcleo hegemônico do carlismo, só quem ganha é o PT, que tem massa crítica, organização social e é um partido do tamanho da Bahia e da grandeza do povo baiano. Quem ganha é o PT, ao desmontar esse esquema e ser o partido que recebe grande parte das pessoas que foram legatárias de um tipo de política que já está ultrapassado.

Essas alianças se dão porque figuras como César Borges e Fernando de Fabinho acreditam no projeto do PT ou seria, para eles, uma estratégia de sobrevivência política?

Eu acredito na seriedade das pessoas e tenho visto várias lideranças locais dizendo que pela primeira vez elas estão vendo pessoas fazerem política de outra forma na Bahia. Eu acredito na mudança das pessoas, embora alguns possam até vir por achar que sem governo não dá para sobreviver politicamente.

__________

“Para quem esteve na oposição e agora está na situação não há nada que não possa ser modificado”

__________

Quando o governador nomeia para a Procuradoria-Geral do Estado um nome que ficou em último lugar na lista tríplice, ele não acaba se assemelhando ao carlismo também nas práticas administrativas?

Essa é uma questão pela qual nós temos até que nos penitenciar porque lá atrás nós éramos muito defensores da tese de que o primeiro lugar é que deveria ser indicado a qualquer custo. Acontece que a legislação é clara ao prever que são os três mais votados que vão à chancela do governador. Ele ouviu os três e ponderou que para o andamento do processo no Ministério Público convinha a indicação do terceiro colocado. Havia uma crítica nossa, mas para quem esteve na oposição e agora está na situação não há nada que não possa ser modificado. Eu não vejo esse episódio como uma semelhança ao carlismo. Nós somos, eu repito, um partido socialista e de esquerda.

Até onde o governo Wagner estaria disposto a ceder para que haja uma harmonização de interesses com as novas forças que passarão a apoiá-lo?

Todo governo tem um núcleo orientador das suas ações e aqui eu não me refiro a pessoas, mas a um núcleo ideológico e político. Esse é um centro do qual nós não podemos nos afastar. Em qualquer administração do PT, isso é muito patente. As políticas públicas devem ser bem feitas, gerenciadas com muito carinho, transparência e a capacidade de chegar aos que mais necessitam do serviço público com muita qualidade. Essa marca do PT tem orientado todas as nossas gestões e disso nós não vamos abrir mão. Não tenho dúvida de que o ato de ceder na política é importante, mas não devemos perder os princípios norteadores das nossas ações.

A capacidade de articulação do governador Wagner sempre foi elogiada. Você acha que o Wagner administrador está no mesmo nível?

A crítica que se faz à nossa gestão é muito em função primeiro de um preconceito de que o PT não sabe administrar, que só sabia fazer greve etc. e infelizmente alguns setores na Bahia ainda continuam com essa visão. Depois, tem o fato de ser a primeira vez que participamos da administração do Estado e ainda a circunstância de termos administrado poucas grandes cidades baianas. Então, a visão das pessoas é a de que nós não temos técnicos para gerir a máquina pública, o que é uma falácia. Se fosse assim, o governo Lula não seria o sucesso que é. Haverá oportunidade agora na eleição de provarmos o que foi feito nesses quatro anos e o que foi realizado pelo governo anterior. Assim a população poderá observar que temos, sim, gerentes capazes de fazer muito bem feito, com o olhar voltado especialmente para os que mais necessitam do serviço público.

Voltando ligeiramente à política de alianças, podemos considerar que o governo Lula só começou a se acertar quando se abriu mais para os aliados…

Tudo é um aprendizado. Foi o primeiro governo de Lula, uma gestão na qual estávamos ancorados à Carta ao Povo Brasileiro e precisávamos cumprir com aquilo. É natural que no primeiro momento tenhamos tido erros e acertos. Agora, se fizermos um balanço, e o povo brasileiro está fazendo, terão destaque os acertos do nosso governo, inclusive o fato de termos aberto espaço para os aliados. E isso é uma marca do nosso partido, apesar de as pessoas dizerem que nós gostamos de administrar sozinhos, o que não é verdade. De 36 ministérios no governo federal, o PT tem apenas 18.

A participação do PT é menor no governo baiano.

O importante é que na Bahia os cargos foram divididos para o PT e os partidos aliados de modo que todos pudessem ocupar posições de ponta. Você pode ver que os partidos aliados estão em grandes secretarias, que aliás estão tocando muito bem. Não podemos deixar de reconhecer o trabalho que o PP vem fazendo, assim como o PDT, o PCdoB, o PSB, o PV… Então, observe que tanto os aliados quanto o PT estão contemplados na gestão.

__________

“A violência não é um fenômeno baiano, mas um problema que aflige a humanidade e isso nos remete a uma questão de valores”

__________

Como você analisa a dificuldade do governo Wagner para enfrentar os problemas relacionados à segurança pública?

O governador Jaques Wagner tem sido muito competente para enfrentar esse problema que a Bahia, o Brasil e o mundo enfrentam. Na verdade, a violência não é um fenômeno baiano, mas um problema que aflige a humanidade e isso nos remete a uma questão de valores. As pessoas precisam se dar conta de que nos encontramos numa situação em que determinados valores que serviam para a agregação e o controle social passaram a não ser mais respeitados. Estão surgindo determinadas mudanças de comportamento nas pessoas… É um choque ver as gangues que aparecem em Salvador proveniente de gente de classe média-alta, que você jamais poderia imaginar. Claro que a repressão ao crime tem recrudescido, tanto nas grandes cidades quanto no interior. O aumento do efetivo humano, da quantidade de viaturas nas polícias civil e militar, são fatos notórios, mas ao mesmo tempo nós temos que buscar outras explicações que deem conta dessa mudança comportamental no povo brasileiro. É algo que nos assusta ver como a banalização da vida está sendo uma constante.

Já que você almeja retornar à Câmara dos Deputados, que projeto de lei defenderia para atacar o problema da violência? Reduzir a maioridade penal seria uma solução?

Essa questão de reduzir a maioridade é uma bobagem, até porque o nosso sistema prisional não ressocializa ninguém. Eu creio que as políticas sociais implementadas no Brasil pelo governo Lula ajudarão sobremaneira a elevar a auto-estima do povo e assim reduziremos muito a questão da violência. Claro que não é atributo de pobre e favelado serem violentos, mesmo porque eu acabei de citar a existência de gangues de classe média. Quero dizer que o conjunto da obra é que fará uma mudança comportamental para melhor do povo brasileiro de modo geral.

Como você vê o envolvimento cada vez maior de policiais militares e civis com o tráfico e grupos de extermínio?

Lamentavelmente, ainda existe uma parte da polícia que exige certo cuidado por parte dos governantes. Não sei se é despreparo ou má-índole mesmo, mas o fato é que isso cria uma sensação de insegurança. Eu quero deixar claro para a população que isso logicamente não é o que predomina. São exceções que infelizmente existem, mas as corporações são muito bem preparadas para a defesa do povo. Os desvios comportamentais estão presentes na sociedade e a polícia é também um extrato da nossa sociedade.

A classe política de modo geral enfrenta um descrédito e a sua situação não é diferente, em função do desgaste enfrentado no primeiro mandato com o episódio do “mensalão”. Como está sendo o trabalho de reconquistar o eleitor?

Em relação a mim, a recepção à proposta de voltar à Câmara tem sido muito positiva. Felizmente, as pessoas entenderam que houve um forte exagero, uma tentativa, por meio daquela crise de 2005, chamada crise do mensalão, de desestabilização do presidente Lula. Na verdade, desestabilização é pouco, pois a direita entendeu que aquele era o momento de decretar o impeachment de Lula. Eles não imaginavam ser possível que um governo de esquerda tivesse sucesso no país e já sentiam uma necessidade de intervenção brusca no sentido de interromper esse governo que viria a mudar sensivelmente a face política brasileira. Nesse sentido, é lapidar a frase do então presidente do PFL (atual DEM), senador Jorge Bornhausen, que disse: “está na hora de acabar com essa raça”. Felizmente, o Jorge Bornhausen profetizou errado, pois a raça que está acabando é a dele e não a nossa.

Mas você saiu bem chamuscado do episódio…

Eu fui tragado por aquela onda de parte da imprensa brasileira, mas essa fase passou. O PT recuperou a sua imagem perante a população e tem sido muito frutífera a minha busca pelo retorno à Câmara. Por outro lado, sempre houve processos semelhantes na história política do Brasil, como se deu com Getúlio Vargas. Há uma recorrência nesse tema na política brasileira, o que desacredita muito os políticos. Parte da imprensa insiste nessa tese porque cada vez mais o povo se interessa por política e, num momento como esse, o interesse maior é pelo partido da vez, que é o Partido dos Trabalhadores. Não interessa à imprensa golpista, que está a serviço da minoria que governou o país durante mais de 500 anos, que o PT faça história nesse país positivamente como está fazendo. Neste ano, a imprensa golpista já tentou emplacar três histórias de corrupção no PT: a primeira com (Fernando) Pimentel, que estaria transacionando com doleiro – o procurador que está investigando essa questão declarou que o Pimentel não estava indiciado pelo que o noticiário falou; depois veio o caso da banda larga, onde disseram que o companheiro José Dirceu estava fazendo transações e de novo houve desmentido, inclusive da CGU…

__________

“Se não tivéssemos atacado, talvez hoje a Petrobras, o Banco do Brasil, a Codevasf, a Chesf e tudo mais estaria privatizado”

__________

O José Dirceu admitiu que recebeu R$ 620 mil para consultoria a empresas interessadas na expansão da banda larga.

Mas isso não tem relação com o projeto do governo de reequipar a Telebras para implantar a banda larga em todo o País. Na medida em que isso deixa de ser feito por empresas privadas e passa a ser feito pelo Estado, quem é contra o Estado grande, como os tucanos e o DEM,  vai tentar de toda forma denegrir, criando situações para que nós façamos o que eles fizeram, privatizar o País como eles tentaram. Se nós não tivéssemos atacado em boa hora, talvez hoje a Petrobras, o Banco do Brasil, a Codevasf, a Chesf e tudo mais estaria privatizado.

O terceiro caso seria o do Bancoop…

Pois é, mais uma vez o promotor que acusa o Vaccari [João Vaccari Neto, secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT], a história dele vocês podem conferir na imprensa que ele, o promotor, sempre serviu aos tucanos. Essa é uma história requentada, pois a questão do Bancoop vem há mais de dez anos. Eles requentam e trazem nesse momento para vir reacender esse tema de corrupção junto ao PT. Isso não cola, não há hipótese de colar em nós essa pecha. O povo brasileiro já sabe distinguir o que é essa tal imprensa golpista.

A denúncia é do promotor. Então, seria ele também um golpista?

O promotor requentou uma denúncia de mais de dez anos contra a Cooperativa dos Bancários de São Paulo e foi procurar a imprensa. O [José Carlos] Blat é conhecido nisso e aparece novamente com a mesma história.

Voltando ao plano estadual, Wagner liquida a fatura no primeiro turno?

Eu torço para que isso ocorra. Quatro anos não é um tempo suficiente para que nós possamos concluir esse processo de transição política, de afirmação da cultura dos direitos junto à população e de mudar a concepção da gestão pública. Existem acertos do núcleo político do governo, que tem atuado com muita maestria e criado, em consequência, a possibilidade real de ganharmos essa eleição no primeiro turno.

JOSIAS DEFENDE AMPLIAÇÃO NA BASE DE JW

O Pimenta entrevistou há pouco o ex-deputado federal e ex-presidente do diretório baiano do PT, Josias Gomes.

Atualmente ocupando cargo na Assembleia Legislativa da Bahia, o político encontra-se em franca mobilização para voltar a Brasília. E é também francamente favorável à política de aproximação que o governador Jaques Wagner promove com relação a forças ligadas ao antigo carlismo. Para Josias, o PT ampliará as alianças sem abrir mão de suas diretrizes no governo, embora ele saiba que algumas concessões são inevitáveis.

O ex-deputado acredita que o episódio do mensalão, do qual saiu chamuscado, teve uma cobertura exagerada por parte de setores da mídia, em um esquema para forçar o impeachment do presidente Lula. “Eles não acreditavam que um ex-operário teria condições de governar esse país”, afirmou.

Josias Gomes lembra a frase do senador Jorge Bornhausen que, na época da crise do mensalão, disse, referindo-se ao PT: “está na hora de acabar com essa raça”.  Na opinião do petista, “a raça que está acabando é a do DEM”.

Por enquanto é só. O Pimenta publica a entrevista completa neste final de semana.

JOSIAS CISCANDO NO GOVERNO DO DEM

Gilson, Josias e Rosário... "Só amizade" (foto Waldir Gomes)

A Bahia é mesmo outra e o estouro de boiada que se seguiu à morte do babalorixá do carlismo agora atinge seu ápice, com a ampliação irrestrita promovida pelo governador Wagner. Não há barreiras, a conversa e os acordos são livres. César Borges e Fernando de Fabinho que o digam…

Prova desse clima de liberdade se viu na manhã desta quarta-feira (10), na Prefeitura de Itabuna. Em pleno território do DEM, o petista Josias Gomes tentava catequizar o secretário municipal de Assuntos Governamentais e Comunicação, Walmir Rosário, e o titular da Administração, Sargento Gilson.

Os dois membros do governo Azevedo, pelo que se sabe, estão mais chegados politicamente ao deputado estadual e futuro candidato a federal, Luiz Argolo, do PP. Mas há quem simpatize muito com o petista naquele eclético centro administrativo.

Páginas: 1 2 Próximas



setembro 2010
S T Q Q S S D
« ago «-»  
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930