QUE COISA, HEIN?

Marco Wense

eleitorO eleitor, cada vez mais descrente com a classe política, começa a ficar sobressaltado e perplexo com o desenrolar do processo sucessório.

Na convenção estadual do PMDB, todos – aí incluindo Paulo Souto, João Henrique, Imbassahy e várias lideranças tucanas e democratas – foram unânimes em afirmar que a Bahia “precisa de um novo caminho, um novo projeto”.

Essas pessoas que hoje se aproximam do carlismo e do DEM são as mesmas que diziam horrores do então candidato Paulo Souto na sucessão estadual de 2006. Agora, o democrata é a salvação.

Que coisa, hein! Os políticos, com algumas raríssimas e honrosas exceções, adoram comer no prato que cuspiram. Depois ficam se queixando dos votos brancos e nulos que são depositados na urna como sinal de protesto.

DATAFOLHA

.

Acabou a dúvida de quem estaria na dianteira da sucessão estadual. O resultado não foi bom para os democratas e tucanos. Se a eleição fosse hoje, o governador Jaques Wagner venceria no primeiro turno.

Ninguém, pelo menos em sã consciência, pode dizer que o Datafolha é suspeito ou coisa parecida. O Datafolha é um dos poucos institutos que ainda continua com a credibilidade inabalável.

Jaques Wagner tem 39%, Paulo Souto 24% e Geddel 11%. O democrata e o peemedebista vão ter que andar de mãos dadas. Na convenção estadual do PMDB trocaram efusivos elogios.

Em relação à sucessão presidencial, a pesquisa do Datafolha diz que 15% dos eleitores, que estariam dispostos a votar no candidato do presidente Lula, ainda não sabem que Dilma é a sua candidata.

A óbvia conclusão é que a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma Rousseff não foi exaurida. Esse preocupante detalhe provoca constantes arrepios na vistosa plumagem tucana.

VICE DE DILMA

indefinição

O deputado federal Michel Temer, presidente nacional do PMDB, como perdeu a esperança de ser o vice de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Lula, passou a defender a aproximação do partido com o DEM e o PSDB.

Antes, Temer era um ferrenho defensor do apoio formal do PMDB à candidatura de Dilma. Agora, depois da tal da lista tríplice, diz que o partido tem, coincidentemente, três caminhos: 1) candidatura própria. 2) apoiar o tucano José Serra. 3) indicar o vice de Dilma.

A opção pelo comandante-mor da legenda é a mais desastrosa para Dilma. O nome mais forte do PMDB é, sem dúvida, o do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que pela pesquisa do Datafolha é o primeiro colocado na disputa pelo governo de Minas.

Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, também está cotado. A favor de Hélio, o domicílio eleitoral no segundo colégio eleitoral do país. A favor de Meirelles, o argumento do bom desempenho da economia.

É evidente que a exigência de uma lista tríplice, com o PMDB apontando três nomes para que Dilma escolha o seu companheiro de chapa, foi uma maneira democrática de dar um chega-pra-lá em Temer.

Aliás, o jornalista da Folha de São Paulo, Jânio de Freitas, tem toda razão quando diz que “o vice de Dilma não é assunto dela nem do PT, é de Lula”.

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12 comentários para “QUE COISA, HEIN?”

  • Sérgio Oliveira disse:

    Esse comerciante, tirado a comentarista político, é uma comédia, …!!!

    Alguém já disse – aqui mesmo nos comentários do blog – que ele, enquanto comentarista político, seria um bom comerciante, …!!!

    Como “dois sentidos não assimilam”, …?!?!?!

    CONCORDO, …!!!

    Só escreve “miolo de pote”, …, traduzindo: Cargas d’água, …!!!

  • Ze das Flores disse:

    Dilma já empata tecnicamente com Serra nas “elites”

    Agora danou-se tudo para José Serra (PSDB/SP). É o pessoal das “elites” que estão “Dilmando”.

    Na pesquisa do Datafolha, para quem tem escolaridade superior, e também na faixa de renda mais alta, Dilma Rousseff já está tecnicamente empatada com José Serra.

    Clique na imagem para aumentar

    Dilma tem 29% e Serra tem 33%. A margem de erro é 2%. Então, é possivel que Dilma esteja com 31% (29% + 2%) e Serra também esteja com os mesmos 31% (33% – 2%).

    Os números acima, são com Ciro Gomes concorrendo. Sem Ciro permanece a situação de empate: Serra 36%, Dilma 32%. Portanto Dilma pode estar com 34% e Serra também com 34%, no limite da margem de erro.

    Empate até no “curral eleitoral” da elite

    E agora, José? Como é que fica aquela estória de que o eleitorado de Lula (e, portanto, de Dilma) é o pessoal do Bolsa Família, e que a elite mais escolarizada votaria nos demo-tucanos?

    Não é uma regra, mas geralmente a população mais escolarizada tem mais renda, mais tempo para acompanhar a política, e mais acesso à jornais, revistas, internet, e programas políticos de TV tarde da noite. Por isso já tem candidato com bastante antecedência.

    Tirando a internet, essa imprensa, o PIG, é uma espécie de curral eleitoral demo-tucano de luxo.

    Se a coisa ali já está praticamente empatada, imagine na hora em que o resto do povo que não está nem aí para as brigas políticas fora do período eleitoral, porque está satisfeito com o governo Lula, e tem confiança de que o Brasil está em boas mãos, se ligar nas eleições de 2010?

    Dilma está com 25% entre os que tem ensino médio (contra 38% de Serra), e está com 21% entre os que só tiveram o ensino fundamental (contra 36%). São nestas faixas que Lula tem mais votos, e muitos ainda não declaram o voto em Dilma, porque ainda não a conhecem como a candidata de Lula.

    Dilma empata também na faixa de renda alta

    Na faixa dos ganham mais de 10 Salários Mínimos, Dilma atinge 35% contra 38% de Serra (quando Ciro não é candidato). Novamente em empate técnico.

    Nas faixas de renda mais baixa, Dilma está com 23% a 26%. Novamente, são nestas faixas que Lula tem mais votos, e muitos ainda não declaram o voto em Dilma, porque ainda não a conhecem como a candidata de Lula.

    Efeito pedra no lago

    Os “especialistas” em pesquisas, que acreditam em “formadores de opinião”, costumam chamar a classe A e a mais escolarizada como se fosse o centro do efeito pedra no lago. Ou seja, quando se joga uma pedra no lago forma-se uma onda no centro onde a pedra cai, que vai se espalhando pelo lago inteiro. Então, segundo estes “especialistas”, o crescimento de Dilma na classe A e entre os mais escolarizados, seria uma tendência que espalharia por todas as classes.

    A gente acha que o povo forma sua opinião olhando o governo e os políticos que são bons, tem trabalho para mostrar, são honestos e despertam confiança, para as pessoas e para o país. O povo não segue mais a cabeça da elite e da imprensa para formar sua opinião. Mas a turma demo-tucana das antigas, de Serra, FHC, Montenegro (do Ibope) ainda acreditam muito em “formadores de opinião” disseminando opinião da imprensa para a elite, e da elite para o povo.

    E é justamente aí que essa pesquisa do Datafolha aparece como uma pedra no lago que arrasta para o fundo a canoa furada do Serra.

  • Ze das Flores disse:

    Classe C descobre o turismo e dá fôlego ao crescimento do setor

    “Novos viajantes conseguem encaixar viagens no orçamento graças ao dólar baixo e facilidade de financiamento

    Andrea Vialli, O Estado de São Paulo

    O brasileiro está viajando mais. A entrada da classe média emergente no mercado de turismo foi um dos sustentáculos do setor em 2009 e dará fôlego ao crescimento dessa indústria em 2010. Os novos turistas da classe C conseguem encaixar as viagens em seu orçamento graças à recuperação econômica e ao aumento da confiança do consumidor, ao dólar baixo, que barateia os pacotes turísticos, e sobretudo às facilidades de financiamento. Hoje já é possível comprar uma passagem aérea em até 48 prestações.

    “Nos próximos dez anos, 50 milhões de brasileiros que nunca viajaram serão incorporados ao mercado de turismo. É um quarto da população brasileira”, afirma Guilherme Paulus, presidente do Conselho de Administração da CVC. Fundada por ele há 37 anos, a CVC é hoje o maior grupo empresarial de turismo da América Latina. “Depois da troca da geladeira e do fogão, a viagem com a família é o novo sonho possível do brasileiro”, diz Paulus.

    A mais recente pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo, divulgada em novembro, corrobora a percepção do fundador da CVC. Segundo o levantamento, com 2.514 entrevistados, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem nos últimos dois anos aumentou 83% em comparação com 2007. Entre 2007 e 2009, 58,8% dos brasileiros viajaram ao menos uma vez. Na pesquisa anterior, eram 32%.

    Os números se mostram ainda mais expressivos quando se observa a estratificação por faixa de renda. Hoje, 38,9% dos viajantes têm renda superior a 10 salários mínimos, mas cresce a participação das faixas de rendimentos mais baixos. Segundo o estudo, 15,8% das pessoas que ganham entre um e três salários mínimos fizeram uma viagem nos últimos dois anos. Entre os que recebem entre três e cinco salários, o porcentual sobe para 19,7%. E há crescimento à vista: segundo o estudo do Ministério do Turismo, 34,8% das pessoas com interesse em viajar até 2011 ganham entre 1 e 3 salários mínimos.”

    IMPULSIONADO POR BOAS NOTICIAS EM 2.010 E BOM GOVERNO NA BAHIA, SERA JACQUES WAGNER 1o. TURNO.

  • Ze das Flores disse:

    Alshop: vendas nos shopping centers crescem 11,26% e faltam produtos no Natal

    GOVERNO LULA
    O Globo
    Ronaldo D’Ercole
    SÃO PAULO – As vendas nos shopping centers de todo o país neste Natal cresceram 11,26% em termos nominais na comparação com o mesmo período de 2008. Descontada a inflação, de 4,26%, o faturamento real do setor teve alta de 7%. Os dados são de balanço divulgado hoje pela Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping Centers (Alshop).

    O grande movimento de vendas também provocou desabastecimento em algumas linhas de produtos, especialmente de eletrodomésticos. Os eletroeletrônicos foram os produtos cujas vendas mais cresceram em relação ao Natal de 2008, cerca de 20% segundo a Alshop. As TVs de LCD e plasma, as máquinas de lavar roupa e os produtos de informática foram as “vedetes” deste ano, itens em que o gasto médio foi de R$ 1.500, contra R$ 1.200,00 no ano passado.

    - Tivemos problemas de desbastecimento e faltou mercadoria principalmente na linha branca, que os lojistas não conseguiram repor – disse o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

    Segundo ele, redes varejistas do ramo de vestuário, como a Lojas Marisa e a Riachuello, também tiveram problemas para reabastecer suas lojas na última semana.

    - Mas faltou porque as vendas foram boas e está todo mundo comemorando

  • AUGUSTO ALMEIDA disse:

    José Roberto de Toledo – O Estado SP
    O PT entra no ano eleitoral de 2010 com a maior popularidade de sua história. Um em cada quatro eleitores brasileiros diz ter preferência pelo Partido dos Trabalhadores. É o maior percentual de simpatia alcançado por qualquer agremiação partidária nacional nos últimos 20 anos. E a razão desse neopetismo é a boa avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

    Levantamento feito pelo Estado com base em pesquisas Datafolha desde 1989 mostra que, nas últimas duas décadas, o PT multiplicou por quatro a sua área de influência: saiu de 6% para 25% de preferência entre os eleitores brasileiros. Mas foi um caminho com muitos altos e baixos. Nem sempre a popularidade se transformou em votos para a legenda.

    Na primeira década após a retomada das eleições diretas para presidente da República, o PT foi o maior favorecido pela dramática perda de popularidade do governo Collor. O impeachment do presidente que havia derrotado Lula em 1989 criou uma imagem para parte do eleitorado de que os petistas eram fiscais da corrupção. A sigla chegou a 17% de preferência em dezembro de 1992, tecnicamente empatada com o PMDB (19%), então o partido mais popular do País.

    Sob efeito das manifestações de rua dos cara-pintadas e com esperança renovada na política, mais brasileiros do que em qualquer outra época recente declaravam ter simpatia por alguma agremiação partidária, fosse ela qual fosse: 58%.

    O período seguinte, porém, foi de refluxo para todos os partidos, com exceção do PSDB. A recusa em participar do governo de Itamar Franco e a aposta no fracasso do Plano Real custaram ao PT uma regressão a apenas 9% das preferências, em dezembro de 1994. A partir daí, os tucanos se consolidariam como a terceira legenda em popularidade, embora não tenham conseguido usar o governo FHC para ultrapassar a barreira dos 6% de preferência.

    Após a reeleição de Fernando Henrique Cardoso e a imediata desvalorização do real, em 1999, o PT voltou a crescer no imaginário do eleitorado. E, pela primeira vez, ultrapassou o PMDB na preferência partidária. Após alguns solavancos nos meses seguintes, o partido entrou no novo século com 21% de citações e dez pontos a mais que o segundo colocado.

    A eleição de Lula em 2002 e a posterior implantação de programas populares de combate à fome e disseminação do crédito renderam ao PT seu patamar mais alto de preferência até então – 24% de citações em dezembro de 2004. Aí vieram os escândalos de corrupção envolvendo o partido.

    O mensalão, em 2005, e os “aloprados” petistas em 2006, às vésperas do 1º turno da sucessão presidencial, fizeram despencar a popularidade do PT, que bateu em 16% em setembro daquele ano. Mas a desilusão dos eleitores foi tão grande que ninguém se beneficiou da queda. Nesse mesmo mês, dois em cada três brasileiros diziam não ter preferência partidária, um novo recorde de desinteresse pela política.

    Desde então, o segundo mandato de Lula foi marcado, no imaginário do eleitor, por uma onda econômica que permitiu a queda do desemprego, o aumento exponencial do consumo das classes C e D e a superação da crise financeira mundial de maneira inédita pelo Brasil. Os recordes de popularidade do presidente e de seu governo foram acompanhados pela recuperação da preferência pelo PT.

    O partido parece ter ficado imune ao desgaste de novas acusações de corrupção. Cresceu nove pontos em três anos e bateu o recorde de preferência partidária das últimas duas décadas. Foi ajudado pela inércia dos adversários. O PFL, mesmo virando DEM, viu sua preferência, em 20 anos, minguar de 4% para 1%. O PSDB não passou de 8%, mesmo patamar do PMDB.

    Embora seja um capital importante, o crescimento não é garantia de sucesso automático nas eleições de 2010.

    Os neopetistas são os mais entusiasmados com o governo, mas muitos mostram alto grau de desconexão com o partido. A dez meses da eleição, só 14% dos que declaram preferência pelo PT afirmaram espontaneamente que pretendem votar na petista Dilma Rousseff para presidente. Depois de serem apresentados aos nomes dos presidenciáveis, esse porcentual subiu para 44%. Ainda assim, há 23% que preferem o tucano José Serra, 13% que vão de Ciro Gomes (PSB) e 8% que citam Marina Silva (PV).

    Entre agosto e dezembro, a intenção de voto dos petistas na ministra cresceu de 8% para 14% na espontânea e de 36% para 44% na estimulada. Para Dilma, ainda há mais da metade de simpatizantes do partido a conquistar. Eles são o caminho mais rápido para incrementar a sua posição nas pesquisas.

    José Roberto de Toledo é jornalista especializado em reportagens com uso de estatísticas e coordenador da Abraji

  • ZE DAS FLORES disse:

    PARA SERGIO OLIVEIRA – CHORA DEMO/TUCANOS -BYE,BYE SERRA 2010

    Dilma defenderá Estado forte para embalar ”novo desenvolvimentismo”

    Programa petista em discussão mescla incentivos ao investimento público e privado com distribuição de renda

    *Do Blog Interesse Nacional

    A plataforma de governo da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, será embalada pelo mote do “novo desenvolvimentismo”. O modelo defendido pelos petistas para escapar do rótulo da mera continuidade do governo Lula mescla incentivos ao investimento público e privado com distribuição de renda. Embora o programa de Dilma ainda esteja em discussão, a cúpula do PT e o Palácio do Planalto já têm um diagnóstico: a nova concepção de desenvolvimento exige restabelecer o planejamento econômico de longo prazo e o papel do Estado forte.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer colar em Dilma o carimbo do “novo desenvolvimentismo” para enfrentar os espinhosos debates sobre gasto público com o PSDB do governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato ao Planalto. É com essa marca que Dilma vai aparecer na campanha. Até agora, os eixos do projeto sob análise do PT são ciência, tecnologia e inovação, pré-sal, meio ambiente e matriz energética, educação, reconstrução do sistema de saúde, programas de moradia, como o Minha Casa, Minha Vida, transporte de massas e saneamento básico.
    O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro-chefe da propaganda de Dilma, não será tratado apenas como plano de obras, mas, sim, como “uma estratégia de desenvolvimento”, como diz texto da corrente Construindo um Novo Brasil, hegemônica no PT. A meta do partido para os próximos anos é crescer de 6% a 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
    O comando da campanha de Dilma está certo de que o PSDB vai atacar o governo com o discurso da gastança e já se prepara para o contra-ataque na área fiscal. A despesa de custeio da União saltou de R$ 23 bilhões, em 2002, para R$ 32 bilhões, em 2008 – cifra equivalente à inflação do período, de 40% -, mas economistas do governo garantem que esses gastos tiveram crescimento porcentual muito superior na gestão tucana em São Paulo, na mesma época.
    No duelo com o PSDB, o Planalto pretende derrubar a pecha de gastador invertendo a lógica do argumento pejorativo. Dilma dirá que a maior despesa foi com o pagamento de benefícios sociais, vinculados ou não ao salário mínimo – como Bolsa-Família, aposentadorias, pensões e seguro-desemprego -, melhorando a distribuição de renda e o mercado de consumo de massas.

    GUARDA-CHUVA
    O papel dos bancos públicos na crise, suprindo a necessidade de crédito, e a ampliação dos investimentos das estatais são outros temas abrigados no guarda-chuva do “novo desenvolvimentismo” petista. Pelos cálculos da equipe econômica, as estatais federais fecharão o ano de 2009 com um investimento de 2% do PIB, o dobro do realizado pela União.
    “No mercado global não tem mais esse negócio de ficar esperando que o trem vai passar, que eu vou pegar o trem”, disse Lula em jantar oferecido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação (Apex) a empresários, na última segunda-feira, no Rio. “Nós temos de correr atrás, porque a competitividade, depois da crise, vai aumentar.”
    Foi também nesse jantar que Lula deu seu recado: ninguém precisa temer um Estado forte. “O Estado não pode ser é intruso, é diferente. Não pode querer ser o Estado gestor, mas ele tem de ser o indutor e o fiscalizador de muitas coisas. A crise mostrou isso”, insistiu o presidente. Para Dilma, a tese do Estado mínimo faliu e só os “tupiniquins” a aplicam. Detalhe: Serra é da mesma escola desenvolvimentista de Dilma, mas permanece apegado à corrente que prega o investimento puro.

    BRASIL 2022
    Lula pediu ao chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, que apresse o plano Brasil 2022 e entregue em março o calhamaço com perspectivas de 12 anos. O programa de Dilma é coordenado pelo assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, mas o plano sob a batuta de Guimarães também servirá como peça de campanha.
    Com essa radiografia em mãos, a equipe de Dilma quer descobrir qual é a economia do futuro e onde o PT apostará suas fichas. “Ainda temos de ruminar muito sobre isso”, afirmou a ministra, em conversa reservada. Sua plataforma terá como ingrediente as “vocações regionais”, que serão incorporadas à estratégia do desenvolvimento sustentável. O PT vai dar destaque a políticas para a Amazônia e o Nordeste.
    Na prática, a volta da retórica à esquerda na seara do petismo é reflexo da vitória, dentro do governo, do grupo desenvolvimentista, que no primeiro mandato de Lula travou forte queda de braço com os monetaristas. “Nós interrompemos a visão neoliberal do Estado mínimo e recuperamos não só os bancos públicos, como estatais do porte da Petrobrás”, argumentou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), integrante da comissão escalada pelo partido para preparar o programa de Dilma. “Estamos, sim, construindo um novo desenvolvimentismo.”
    Para o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), a campanha petista mostrará que o Brasil pode ser a quinta economia do mundo. “Depois de resolver o impasse macroeconômico e estabelecer o paradigma de que é possível distribuir renda crescendo, queremos dar um salto”, disse Berzoini. A nova palavra de ordem do PT é gestão. Mas sem o “choque” proposto pelos tucanos.
    FRASES
    Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente
    “Nós temos de correr atrás, porque a competitividade, depois da crise, vai aumentar”
    “O Estado não pode ser é intruso, é diferente. Não pode querer ser o Estado gestor, mas ele tem de ser o indutor e o fiscalizador de muitas coisas. A crise mostrou isso”
    Aloizio Mercadante – Senador (PT-SP)
    “Nós interrompemos a visão neoliberal do Estado mínimo e recuperamos não só os bancos públicos, como estatais do porte da Petrobrás. Estamos, sim, construindo um novo desenvolvimentismo”
    Ricardo Berzoini – Presidente do PT
    “Depois de resolver o impasse macroeconômico e estabelecer o paradigma de que é possível distribuir renda crescendo, queremos dar um salto”

  • heraldo disse:

    o pmdb quando nao pode
    so uni ao dem para destruir cidades como itabuna e etc
    o ministro geddell tinha os melhores cargos e secretarias da BAHIA , para amostra aos baianos que ele gostava e estava ajudando a elevar o nome da bahia, que ele diz amar, porem um dos homesns mais rico da BAHIA, ACM DIZIA AMAR A BAHIA, POREM GRAMPEOU A BAHIA NOMEANDO JUIZES E AUGUNS CARGOS IMPORTANTES DA BAHIA COM CARGOS VITALICIOS , PARA QUE NAO DEIXE A BAHIA SER LIVRE, PARA QUE SEJA A BAHIA DE TODOS NÓS. POREM EU SEI QUE DEUS É MAIS QUE ESTES SENTIMENTOS DE BUSCA DE PODER DO TAL PAULO SOUTO E DO RANCORROSSO GEDELL.
    SÓ ESPERO QUE OS UNIVERSITARIOS , PROFESSORES, RELIGIOSOS,JOVENS, TENTEM AMOSTRA A BAHIA QUE ESTE POPULISMO DE BEIJAR PESCOÇO, CAIR NO CHAO, APERTO DE MAO , BATER NO OMBRO, CHAMAR DE AMIGUINHO, NAO É COISA DE POLITICO SERIO. COISA SERIA E O PLANO DE GOVERNO , SAO OS APOIOS POLITICOS. TODOS OS POLITICOS TEM SUAS PROMESSAS INREALIZADAS DIGO MENTIROSAS.
    POREM A ULTIMA CAMPANHA DE ITABUNA FOI UMA BRINCADEIRA, O CANDITADO JA VINHA DE UMA ADM. FALIDA, SEM APOIO NEM MESMO DOS CANDIDATOS DE SEU PARTIDO COMO PAULO SOUTO , ACM NETO. FOI UMA CAMPANHA BASEADA NO PALHACADA, MUITAS PROMESSAS MENTIROSAS, POR DEBAIXO DO PANO A PREFEITURA DANDO TODO APOIO FINANCEIRO, OS GRANDES EMPRESSARIOS INGETANDO DINHEIRO CLARO DE OLHO NAS AJUDAS POS ELEIÇAO, E NA RETA FINAL COM QUASSE A TOTALIDADE DOS VEREADORES QUE JA TINHAO SEUS CURRAIS ELEITORAIS PRONTOS VIA DDINDIN, GEDELL PARA SE VINGAR DA PESSOA GERALDO E DO PT APOIAO FINANCEIRAMENTE E ACONTECE EM ITABUNA A VITORIA DE UM GRUPO , TENHO CERTEZA SE A ELEIÇAO FOSSE HOJE NAO TERIA OS MESMOS DIFERENCIAL , POIS A DESCEPEIÇAO E GENERALIZADA, COLEGAS DE TRABALHO QUE TINHA AS MUSIQUINHAS DE CAMPANHA NO CELULAR JA APAGARAO, JA DESCEM A MADEIRA NO GRANDE ARTISTA DE 2008 AZEVEDO, MERECE RECEBER O TROFEL REVELAÇAO NO PAPEL DE PULA PULA, CHUPADOR DE PESCOÇO, NAO PODIA VER UM PESCOÇO, PULÇLAVA QUE NEM UM COELHO ANIMADO PELA CENORA DOS 18 MIL FORA OS BONÚS, DE CONTRA PESSO COMPROU OS PIORES VEREADORES QUE ITABUNA JA TEVE, ROSE CASTRO , SOLON , RUI POLVORA, LOYOKLA, DIDI SEMPRE FOI DELES DO DEMO, O DO PV, .
    GEDEL SE AMASE A BAHIA , COM O MINISTERIO E SEUS SECRETARIOS PODERIA DEMOSTRA SEU AMOR E SEU RESPEITO POR ESTE POVO. A PLACA GOVERNADOR , SO TEM PODER PARA OS AMBICIOSOS POR COISAS EFEMERAS
    GEDELL O”CAMINHO SE FAZ CAMINHANDO” ACHO UMA NOJERA DA POLITICA QUANDO DIZ QUE TUDO É PERMITIDO. ESPERO QUE A BAHIA SAIBA JULGAR.

  • ZE DAS FLORES disse:

    PARA O SERGINHO – CHORA DEMOS/TUCANOS

    WAGNER DISPARA

    O governador Jaques Wagner disparou à frente da corrida sucessória baiana, de acordo com o DataFolha que o jornal Folha de S. Paulo hoje divulga. E não é pouco, tomando como base os cenários antes conhecidos. Ele está com índices que variam de 39% a 43%, enquanto Paulo Souto desceu e fica entre 22% e 25%. Já o ministro Geddel Vieira Lima está entre 10% e 13%, esse último percentual seu patamar anterior. O governador ganharia em primeiro turno, como, aliás, há sinais nos bastidores e as nuvens das mudanças já mostravam. Numa simulação trocando Souto por ACM Neto, o deputado cai para 14%. Geddel empata tecnicamente com ele e marca 13% e Wagner vai para 43%. Se tirar Geddel, em nova simulação, e puser João Henrique, piora: o prefeito ficaria com 6%. Assim, o governador fechará o ano de 2009 “pontuado” de alegrias, impõe a força do seu trabalho e ainda deixa uma pergunta para ser respondida pelos adversários, tipo “onde houve o erro?” Tudo isso, claro, tomando como base o DataFolha.
    (Samuel Celestino)

  • anônimo disse:

    outubro de 2010!!esta chegando e a Derrota de Wagner está á VISTA!!!!CHORA!!!!Petista.

  • angelo disse:

    O “articulista” não sabe fazer contas…. só existe UM cenário em que Wagner levaria no 1º turno, E NÃO É ESSE citado no texto.

    Neste cenário, em que o “articulista” esqueceu os 1% de Hilton, mais votos em brancos… HAVERIA 2º Turno entre Wagner e Souto.

    Logo o texto é desleal a matemática e ao DATAFOLHA…. normal, o pessoal do PT é profissional em manipular dados

    Da Redação: Na ausência do articulista por estes dias, nos intrometemos na discussão.

    1 – Não é verdade que em apenas um cenário haveria MAIOR probabilidade de vitória no primeiro turno. Os cenários são aqueles em que Geddel é substituído por João Henrique e no qual Souto é trocado por ACM Neto.

    2 – Em todos os cenários, as intenções de voto em Wagner superam a soma dos adversários. Lembremos que a Justiça Eleitoral contabiliza apenas os votos válidos, aqueles atribuídos aos candidatos. Ou seja, não são levados em conta os votos nulos e brancos.

    3 – Noutros cenários, a vitória no primeiro turno é considerada de menor probabilidade devido ao alto número de indecisos, mas o percentual de Wagner é superior à soma do percentual de seus adversários. Neste caso, deve-se observar a margem de erro da pesquisa, 3%.

    É isso.

  • Zé dos Espinhos disse:

    Elogiar e ficar puxando o saco desse ou daquele governante é a mais pura das babaquice que eu já vi. Só para lembrar aos diletos bloqueiros, Lula é hoje aliado de Sarney, Michel Temer, Renan Calheiros, Color, Gedel Vieira etc,etc. Na política brasileira, não existe mais partido ou algum político ideológico, que defendam os interesses da população. Assim que eles chegam ao topo do poder, esquecem logo, o discurso, as promessas e principalmente a vergonha e a honra (se é que eles um dia tiveram). Portando, chega de ficar com paixonite aguda por algum político e tratemo-los como funcionários do povo, pois, é com o dinheiro público que eles fazem a farra que querem!

  • heraldo disse:

    CHORTRA VIUVAS DO CARLISMO
    POBRES COITADOS TOMA TOMA 252525 UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

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